No dia 04/04/2018 o STF votou o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula, foram mais de 11 horas de votação, desempatado por Carmen Lúcia, ficou 6 x 5 e foi negado. Mas muito antes do julgamento, a trama já estava escrita e alguns capítulos foram exibidos.
O desespero da Globo e dos demais grandes meios de comunicação, começou nas jornadas de junho de 2013, o ano que os trabalhadores e estudantes foram às ruas protestarem contra os aumentos das passagens, contra os banqueiros, contra o sistema financeiro e o monopólio da Globo. A partir disso, os meios de comunicação distorceram os atos, transformaram em manifestações anti-populares. Logo após, o capital estrangeiro, financiou o surgimento dos movimentos reacionários: MBL e Vem Pra Rua. Vale lembrar que as atuações etilistas e manipuladoras da mídia, acontecem desde antes do golpe militar de 1964 e ganhou ainda mais força depois de 2013, com o objetivo de frear uma revolução popular naquele ano.
O surgimento dos movimentos reacionárias, uniu-se ao espetáculo midiático neoliberal nas emissoras de televisões e redes sociais, manipulando as massas. Nas eleições de 2014 foi imposto uma propaganda partidária tucana, não conseguindo por meio de eleições, houve a campanha pró-impeachment, propagado como a solução de todos os problemas, conseguido por meio do golpe, começou a campanha para passar goela abaixo as reformas do novo governo de Michel Temer, tudo atrelado ao aprofundamento do neoliberalismo e o retorno de ideias fascistas, renascendo apoiadores do regime militar e aparição "messiânica" de Jair Bolsonaro.
Ontem (04/05), mais um capítulo foi exibido, por mais que Lula não represente nos dias de hoje a luta de classes e manteve alianças com setores da direita em seu governo, a burguesia não aceita mais o PT. As reformas neoliberais não saíram de pauta, a ameça de um novo golpe militar ganha força com declarações absurdas dos generais do exercíto. Os interesses da prisão de Lula, é para aprofundar o neoliberalismo conservador no Brasil, eliminar qualquer chance de um governo supostamente popular, isso foi expressado nos tiros sofridos na caravana petista. Eliminação é a melhor alternativa burguesa, sendo assim, a Lava Jato e o Supremo Tribunal Federal, livram os tucanos, como aconteceu pela própria Carmén Lúcia, no julgamento de Aécio Neves.
O clamor de algumas correntes políticas, nunca teve o combate à corrupção como preocupação, muitas outras pautas estão em jogo, e os "manifantoches" continuam sendo massa de manobra de uma elite corrupta. A fala do Jucá, aliado de Temer, reflete os acontecimentos políticos previstos por ele em 2016, o ano do impeachment, Jucá disse: "A melhor solução é colocar o Michel Temer [...] Fazer um acordão, com o Supremo, com tudo."
Os próximos capítulos são previsíveis, a demonização dos movimentos populares vão continuar, o assassinato de Marielle Franco, do PSOL, não foi por acaso. É preciso construir nas lutas uma real alternativa revolucionária e dar um basta no discurso fascista.

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